• ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS •

A execução de sistemas coletores de esgotos requer um investimento elevado pois exige valas profundas, nivelamento perfeito da tubulação, executados em ruas na maioria das vezes com trânsito intenso. A escolha do tipo de tubo é importante para que seja construído um sistema confiável e durável, que não necessite de reparos e manutenções freqüentes.

REFERÊNCIAS
O tubo cerâmico é o único tipo de tubo utilizado para estas obras, que possui referências de vários séculos. Nas ruínas de Babilônia (mais de 3.000 anos A. C.) foram encontradas tubulações de esgoto construídas com tubos cerâmicos ainda em bom estado. No Brasil há referências de mais de 100 anos de redes coletoras com estes tubos ainda em funcionamento. Convém observar que certamente a tecnologia empregada em sua fabricação não era tão evoluída como a que se utiliza hoje em dia.

RESISTÊNCIA MECÂNICA
O tubo cerâmico apresenta boa resistência mecânica aos esforços que o solicitam quando assentado. Por ser rígido não corre o risco de sofrer ovalização sob ação das cargas externas, mantendo sua secção circular com o decorrer do tempo. Não sofre incrustações, conservando portanto suas condições hidráulicas inalteradas.

RESISTÊNCIA QUÍMICA
O tubo cerâmico, constituído por argila sintetizada, é imune à ação dos elementos agressivos existentes nos esgotos residenciais e industriais, bem como á ação dos gases que se formam nas redes coletoras. Por ser constituído por argila não sofre ataque dos solos onde é assentado. Afinal, o assentamento do tubo cerâmico representa a volta da argila ao seu habitat inicial.

RESISTÊNCIA A TEMPERATURAS ELEVADAS
O tubo cerâmico é submetido, durante sua fabricação, a temperaturas que atingem 1.200ºC. Não pode portanto ser afetado por eventuais despejos industriais quentes, que dificilmente ultrapassam 100ºC. Praticamente não sofrem dilatações ou contrações quando submetido a variações de temperatura; não é portanto necessário deixar espaçamento entre dois tubos consecutivos, como ocorre com outros tipos de tubos.

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Estanqueidade da Junta Elástica
Um conjunto de dois tubos cerâmicos com Junta Elástica, com a deflexão máxima indicada na tabela 01, quando submetido a uma pressão hidrostática interna de 50 kPa, durante o tempo especificado na tabela 02, não deve apresentar vazamentos. Eventuais gotas aderentes não são consideradas como vazamento.

Tabela 01 - Deflexão admissíveis para tubo cerâmico de junta elástica

   
Diâmetro Nominal
DN
Deflexão (máxima)
.
100 a 200
250 a 450
1º 45´
500 a 600
1º 15´
 

Tabela 02 - Duração do ensaio de permeabilidade de tubos e conexões de estanqueidade da junta elástica

 
Espessura do tubo ou da conexão (mm)
Deflexão (máxima)
.
e <= 25
7
25 < e <= 38
9
38 < e <= 51
12
e > 51
15
 
Resistência à pressão hidrostática interna da junta elástica
A junta elástica, quando submetida à pressão hidrostática interna de 200kPa, durante um período de seis (6) segundos, não deve sofrer expulsão do anel, quando submetida ao ensaio de verificações da estanqueidade das juntas e da permeabilidade de tubos.

Resistência à compressão diametral
Tubos cerâmicos devem apresentar uma resistência à compressão diametral, expressa em Newton por metro, superior aos valores indicados na tabela 03.

Tabela 03 – Carga mínima de resistência à compressão diametral

 
Diâmetro Nominal
DN
Carga mínima de
. ruptura (N.m.)
100 a 200
20.000
250 a 300
22.000
350
30.000
375 a 450
34.000
Absorção de água
A absorção de água admissível para tubos e conexões, expressa em porcentagem da massa relativa ao estado seco, deve ser menor ou igual a 10%.

Resistência química do tubo e conexão
Tubos e conexões cerâmicos com junta elástica devem resistir à ação química dos solos de qualquer natureza, assim como das águas puras, pluviais, servidas e residuárias, com exceção daquelas que contenham ácido fluorídrico.
A perda de massa admissível, para tubos e conexões sob a ação dos ácidos, expressa em porcentagem de massa, não deve ser superior a 1% da massa inicial do corpo-de-prova, conforme NBR 7689.